a flora de madagascar

Wednesday, August 24, 2005

mas que mocinha mais gentil

God bless you, professora Eloíse! Se a senhora comparecer na data correta, ou mesmo na semana seguinte apresentando um requerimento com atestado médico anexo, Ele vai te colocar pra fazer prova de boas intenções na Sua própria mesa, usando a Sua caneta da tinta benta, com direito até a consultar livremente o Antigo Testamento.
Hoje eu vi o meu histórico. Tá lá escrito, Inglês Instrumental II, aprovado. Hoje uma nova era se inicia. Das cinzas dessa tragédia, dá-se início a uma nova era onde leões e hienas estarão juntos... num grande e glorioso futuro!
Agora tava lembrando, sabe que a professora era bem ajeitada?
Era quase uma Tânia.

Thursday, August 18, 2005

repressão, serena repressão...

Algumas pessoas deviam ser, pelo seu próprio bem, proibidas de pensar.
Eu seria até voluntário.

Thursday, August 04, 2005

calado

Esse aí abaixo é um poema do Daniel, meu primo. A primeira frase é um aforismo de Goethe, que ele usou como ponto de partida. O som flui tão bem, e é tão natural, que não parece que possa haver nada de mais sincero no mundo. Queria tirar uma música daí de dentro, mas... parece inevitável desistir, rendido, pelo meio do caminho. Se alguém tiver idéias...
P.S.: ler isso depois de assistir Sin City pode causar resfriado.

O ouvido é mudo,
a boca é surda,
mas o olho ouve e fala
(Goethe)

Por isso
quando te vejo
me calo
quando me olhas
te escuto
e quando te falo
me cego
e quando eu te nego
me furto,
por isso
quando te calas
eu surto
e quando me foges
eu mudo
e quando eu te fujo
me perco,
por isso,
onde te alcanço
me acho
onde tu partes
eu fico
onde chegaste
me pegas
e quando me negas,
mendigo;
por isso
quando te vais
ensurdeço
e quando me olhas
esqueço
de todos
os outros
perfumes
de todas
as outras
palavras
de todos
os outros
os nomes
de todas
as outras
que amava,
de tudo mais
o que sinto
de tudo aquilo
que eu minto
e tudo
o que me calava;
por isso,
quando neblinas,
eu escureço
e quando iluminas
amanheço
e quando deslumbro
já não consigo
sonhar-te acordada
em tudo
o que digo
e quando te sonho
é quando me sigo
até que te encontro
perdida na luz
do mim contigo;
por isso,
quando te lembro
é quando me acordo
e acho-me
em tudo
que havia perdido
e calo-me
em tudo
que sempre recordo
e é quando eu te imploro
que deito e agonizo
e quando padeço
é quando preciso
ouvir-te me ver
mirar-te falar
amar-te ao viver
falar-te em amar;
por isso
procuro
perdido no escuro
o teu sorriso
e o teu olhar

o teu sorriso
e o teu olhar

o teu sorriso
e o teu olhar...
Daniel Retamoso Palma