a flora de madagascar

Monday, June 15, 2009

malvados - golden series


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Sunday, May 17, 2009

Expresso Santa Cândida - Capão Raso

Quinta-feira, 14 de maio de 2009. 13h40.

"Kate esperava há muito por aquele momento, e jamais lhe faltaria independência ou autonomia para levá-lo adiante. Levou Brad para o quarto. Abriu as pernas e sentiu sua dureza a penetrá-la. Posso jogar pesado e fingir me retirar das negociações. Sem alternativas, eles logo me procurariam. É uma jogada arriscada, mas é como funciona no mundo dos negócios."
In: Sidney SHELDON, O Reverso da Medalha.

A menina se levanta do banco pouco antes da estação Coronel Dulcídio. Eu olho pra fora. Ela ficaria muito constrangida se percebesse que tinha companhia nessa leitura, assim, tão íntima. Talvez ainda se defendesse mentalmente: "Mas o Sidney Sheldon não é sempre assim!". Como se o resto da obra do Sidney Sheldon pudesse resgatar alguma coisa da reputação que ela (e apenas ela) suporia abalada.

No mesmo banco, imediatamente após, senta-se uma senhora magra, morena, de saia longa e cabelos presos. Abre um livro.

"Advogado.
Pastor.
Salvador.
Amigo.
Redentor.
Enviado.
Divino.
Eterno.
(...)
(...)

São apenas algumas designações atribuídas a Jesus Cristo na Bíblia Sagrada. A mulher moderna deve estar sempre preparada para encontrá-lo. Nele, sente-se mais forte e encara com firmeza e sabedoria os desafios do cotidiano no século XXI."
In: Stormie OMARTIAN, O Poder da Mulher que Ora.

Queria que essas duas aí se encontrassem no elevador de um prédio bem comprido. Queria estar junto e, após os primeiros segundos de silêncio, dizer "poxa vida, mas a Maria Madalena dava mais que chuchu na serra né!". Desceria no andar seguinte e imaginaria os desdobramentos do maior embate sociológico de gênero desde os tempos bíblicos.

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Monday, February 09, 2009

wolf at the door

Drag him out your window
Dragging out the dead
Singing I miss you
Snakes and ladders flip the lid
Out pops the cracker
Smacks you in the head
Knifes you in the neck
Kicks you in the teeth
Steel toe caps
Takes all your credit cards
Get up get the guns
Get the eggs
Get the flan in the face
The flan in the face
The flan in the face
Dance you fucker dance you fucker
Don't you dare
Don't you dare
Don't you flan in the face
Take it with the love its given
Take it with a pinch of salt
Take it to the taxman
Let me back
Let me back
I promise to be good
Don't look in the mirror at the face you don't recognize
Help me, call the doctor, put me inside
Put me inside
Put me inside
Put me inside
Put me inside

I keep the wolf from the door
But he calls me up
Calls me on the phone
Tells me all the ways that he's gonna mess me up
Steal all my children if I don't pay the ransom
And I'll never see them again if I squeal to the cops. . . .

Walking like giant cranes
And with my X-ray eyes I strip you naked
in a tight little world
are you on the list?
Stepford wives who are we to complain?
Investments and dealers
Investments and dealers
Cold wives and mistresses
Cold wives and Sunday papers
City boys in First Class don't know they're born little
Someone else is gonna come and clean it up
Born and raised for the job
Someone always does
I wish you'd get up get over
get up, get over and turn your tape off

I keep the wolf from the door
But he calls me up
Calls me on the phone
Tells me all the ways that he's gonna mess me up
Steal all my children if I don't pay the ransom
And I'll never see them again if I squeal to the cops

So I just go ooh ooh ooh ooh



radiohead

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Friday, January 23, 2009

Eduardo Galeano - O Livro dos Abraços

Em 1989, publicava-se o primeiro blog no mundo.

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Monday, January 12, 2009

zen e a arte da manutenção de motocicletas

"(...) o exemplo mais notável de rigidez de valores de que consigo me lembrar é a velha armadilha para macacos do sul da Índia, que depende da rigidez de valores para funcionar. A armadilha consiste numa cabaça de coco, oca e acorrentada a uma estaca cravada no chão. Dentro do coco há um pouco de arroz, que pode ser alcançado por um buraquinho. O buraco tem um tamanho suficiente para que a mão aberta do macaco possa entrar, mas é pequeno para que seu punho fechado, cheio de arroz, possa sair. O macaco vai pegar o arroz e se vê repentinamente preso – tão-somente por sua rigidez de valores. É incapaz de reavaliar o arroz. Não consegue perceber que a liberdade sem o arroz é mais valiosa que o cativeiro com ele. Os aldeões estão chegando para captura-lo e leva-lo embora. Estão cada vez mais próximos... cada vez mais!... agora! Que conselho geral – não específico -, mas que conselho de caráter geral você daria ao pobre macaco nessa situação?"


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Friday, August 01, 2008

menino dos cataventos. porque a gente não vai morrer na praia.



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"Não sei, não sei mesmo. (...) Olha, prefiro não comentar sobre o Grêmio, não sei realmente o que dizer. É claro que é uma surpresa esse time estar na ponta, mas não é surpresa ser o do Grêmio. Quando formos falar de Grêmio, é preciso dizer muito sobre emoção, a raça, o estilo de jogo deles, é coisa deles mesmo. Pô, não adianta nada ficar falando de tática, esquema, treinador. Pode fazer aí, faz aí a seleção dos 11 piores jogadores da rodada e põe jogar no Grêmio que vai pra frente. É sempre a mesma coisa, pô. (...) Não sei o que tem com essa camisa, não é a primeira vez, faz tempo que desisti de comentar sobre o Grêmio. Acho que é a torcida, o Olímpico, sei lá. Quem imaginou que veria o Roger dando carrinho um dia? (...) Não viram a Libertadores do ano passado? O Grêmio esculhambou com tudo. Quem aqui que não mordeu a língua? Assim perco o emprego, pô. (risos) A gente pode analisar os outros 19 times aí, mas o Grêmio (...) o Grêmio é um caso a parte. (...) Esquece."

Alberto Helena Júnior; jornalista e comentarista esportivo paulista; no Arena Sportv do dia 21/07/2008.

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Wednesday, May 07, 2008

Alados

Uma lagarta se escora
Sobre uma folha verdinha
Depois que come todinha
Deixa o talo e vai embora

Quando sente que é a hora
De fazer meditação
Se vira em adivinhão
Dependurada demora

Se transforma e vai embora
Encantada e feminina
Borboleta bailarina
Ninfa da brisa e da flora

Numa noite escura há
Criaturinhas que vagam
Luz acendem, luz apagam
Aqui, ali, acolá

Transformando um jatobá
Numa árvore natalina
Brilhantes de pérola fina
No pescoço de Iaiá

Riscando pra lá, pra cá
Sem som, sem rosto e perfume
Pirilampo, Vagalume
Mosca de Fogo, Uauá

Balançando em suspensão
De fuzil engatilhado
Vai e vem desconfiado
Tarimbado em traição

Na ponta do seu ferrão
O gume da baioneta
O fogo da malagueta
E a quentura de um tição

Mestre cavalo do Cão
Tranca-rua e traiçoeiro
Marimbondo fuzileiro
Do quartel de papelão


Siba

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Wednesday, March 26, 2008

sorry periferia

Já recomendei esse blog aqui?

http://sorryperiferia.blogger.com.br/

O último post, sobre o Big Brother, tá hilário. O F. Vives, que escreve, é um sujeito raro. Consegue ser um crítico lúcido sem perder o bom humor, e combina as duas coisas sem virar uma máquina de sarcasmos.

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Tuesday, March 25, 2008

democracia

Esses dias me encuquei tentando entender como é que funciona essa coisa de democracia. Quer dizer, democracia bem na origem mesmo, o "governo da maioria", a tomada de decisões de interesse coletivo a partir da aferição do nível de apoio recebido por algo que é proposto por alguém.

Isso é bem bonito mesmo, mas acho que a maioria das pessoas
democráticas por aí (essas que adoram armar um barraco em reuniões de condomínio) ainda não assimilou de verdade a idéia. Por exemplo, tava lendo hoje uma notícia: "Sindicato de Hotelaria e Gastronomia é contra Lei Seca nos estádios". Por quê? Porque isso prejudica o trabalho dos vendedores de bebidas, é claro. No entanto, o tal sindicato não manifestou esse argumento, que é mesmo muito forte, de uma maneira realmente democrática. Democrático seria dizer: "não queremos que o trabalho dos vendedores de bebidas seja prejudicado". Porque a circunstância dos vendedores é só UM dos aspectos envolvidos na decisão sobre a instituição ou não da Lei Seca. O Sindicato poderia perfeitamente ser favorável a todos os outros aspectos, sem precisar condenar a idéia INTEIRA só porque ela atinge negativamente um
interesse que é SÓ SEU. E se a proposta da Lei Seca envolvesse uma contrapartida favorável aos vendedores de bebidas?

É evidente que na prática é isso que o tal sindicato quer dizer. O que
eu to tentando apontar é que, pela própria maneira como a gente fala, acaba evidenciando a ignorância geral sobre o que é viver, e conviver, num regime democrático (sempre assumindo-se a democracia como a coisa mais próxima da idéia de "justiça" que conseguiram inventar até hoje). Na hora que se põe na mesa qualquer discussão que possa afetar interesses individuais (ou individualmente coletivos, como de um sindicato), sai todo mundo desesperado querendo defender o próprio umbigo. A gente deveria aprender a enxergar as coisas mais de cima.

É nesse ponto que eu percebo que eu também não sei direito o que é
democracia. Imaginem uma eleição presidencial. Existe um candidato (doravante Firmino) cuja proposta é favorável a um grupo do qual eu faço parte; a eleição desse sujeito seria vantajosa pra nós, os Firminianos. No entanto, eu sei que o outro candidato (doravante Sebastião) simpatiza com um outro grupo, os Sebastianinos, que eu SEI que precisa mais de ajuda do que o meu. Se eu votasse no Sebastião, estaria colaborando com uma categoria que precisa de colaboração, o que é muito justo; no entanto, a minha própria categoria não estaria representada no resultado final da votação, que é a única maneira de determinar qual o peso que ela tem no final das contas, democraticamente falando. E se ela fosse a maioria? E ainda que não fosse, de que outra maneira ela poderia manifestar o seu interesse,
que afinal de contas, também existe?


Fica a pergunta pros advogados, sociólogos e demais entendidos de plantão. (alguém?)

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Sunday, March 16, 2008

"dentro de mim mora um grito"

Fui ver meio no susto uma peça chamada "Não Assim Tão Longe", movido pelo inusitado de que uma boa amiga musicista estaria operando a luz. Um ator e uma atriz, cenário escuro e mínimo, e a morte como tema - os atores interpretam cartas reais de suicidas. Mais uma peça discutindo a urgência da modernidade, a angústia da existência, as horas que passam sem sentido, a dificuldade em relacionar-se, a solidão.

Isso tudo é bem batido, e o teatro é onde mais floresce, mas o pessimismo com a vida destrambelhada e carente que a gente leva por esses dias aparece por tudo; tomou conta da literatura, da música, do cinema, das artes plásticas. E pode parecer que não tem mais qualquer sentido em fazer arte com esse viés.

Talvez seja tudo uma enorme reação orquestrada. Que se opõe à carochinha da publicidade ou da televisão, o mundo dos sonhos onde ser hype e ter um celular que fala, filma, fotografa e acessa o orkut pode mesmo suprir todas as carências de qualquer sujeito que esteja "in" (em outras palavras, ao menos saiba o nome dos big brothers).

Do ponto de vista de quem está "out", continuar batendo nessa tecla é chutar cachorro morto. Mas tem que ter algum recado nisso aí. Não pode ser por acaso que toda esse paradoxo existencial seja tão recorrente entre aqueles que pensam. Talvez a mensagem tenha se enfraquecido pela constância (o que não seria nenhuma surpresa), mas seria injusto acreditar que milhares de artistas sérios por aí foram picados ao mesmo tempo pelo mosquitinho niilista, ou varridos sem direito a réplica pelo movimento emo. A mensagem continua viva e honesta: a gente tá no século XXI, não tem mais utopias, já se vão 40 anos do Woodstock, os hippies estão todos barrigudos cumprindo hora pra pagar as contas, e pra quem comete nesse mundo o desatino de pensar, só sobrou a orfandade: há o Estado, há a Igreja (todas elas), há a Lei Rouanet, há os livros de auto-ajuda, mas não há ninguém que nos adote quando chega o final da semana, cada um está ocupado com seus assuntos e não dá pra se esconder atrás do trabalho. Descanso todo mundo quer, mas ninguém sabe muito bem o que fazer com ele.

Nessas horas, não dá pra tirar a razão de quem continua se perguntando: pra que é que a gente vive, mesmo? Não que eu queira entrar na roda viva dos desesperados, até porque viver tem muito de divertido quando a gente procura. Mas essas horas passam como todas as outras, e sempre existe um momento em que todo mundo fica "sozinho com a própria circunstância". E daí, como que faz?

Abaixo, a música que pela primeira vez me fez refletir sobre isso tudo, mesmo que eu ainda não soubesse disso. E já tem uns 12 anos desde que o Carlinhos, aquele menino da síndrome de down, dava voltas no carrossel...


FAKE PLASTIC TREES
Radiohead

Her green plastic watering can
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself

It wears her out, it wears her out

It wears her out, it wears her out

She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins

It wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out

She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run

It wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out

If I could be who you wanted
If I could be who you wanted all the time

All the time...
All the time...



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Friday, March 14, 2008

na vida, a coisa mais feia...

é gente que vive chorando de barriga cheia!

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Dois sujeitos caminhando atrás de mim, na XV.

- Véi, dei uns trato na mina. A tarde inteira.
- A tarde inteira?
- É, tratei a tarde inteira.
- E cumé que tá?
- Tá filé. Ela vai começar umas parada aí, um tratamento. Vai perder 16 quilos em 3 semanas.
- Três quilos?
- Não, dezesseis quilos.
- Tesão cara!
- A gente fez um trato. Ela disse que se eu entrasse na academia, ela fazia as parada do tratamento. Daí tô vendo umas parada aí pra tomar né meu, que só puxando ferro é muita lesera...

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